segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ultra slow-fashion

Que o modelo “fast fashion” de pensar, agir e comprar está com os dias contatos isso a gente já sabe, mas quais são os negócios, e serviços que abraçam essa causa com mais força do que os brechós?
Uma resposta eu vi hoje, passeando pela news do Springwise. Dentre as várias novidades de serviços, a news mostrou a marca malasiana Ultra que acaba de criar uma coleção de 10 peças de roupa que é o suficiente para fornecer todo o “estilo” que uma mulher precisa por um ano.

Imediatamente lembrei do Uniform Project, tocado pela indiana Sheena Matheiken. Ela vestiu um único vestido (de todas as formas possíveis) durante um ano e através dessa ação levantou fundos para uma fundação que patrocina o ensino em seu país. Foi um protesto fashion que começou super bem, serviu sua causa, mas que no final ficou um pouco confuso pois, mesmo usando um vestido apenas, Sheena se serviu de tantas sobreposições e adereços que ficou meio ridículo dizer que ela tinha subvertido o fast-fashion – ela apenas encontrou uma maneira diferente de fazer o mesmo.
Mas, o lado bom foi que serviu de sinal ou inspiração para outros projetos “one dres, one year” e para o desejo (ou necessidade?) de se consumir menos e de tirar melhor proveito de tudo que temos em nosso guarda-roupa.

Acredito que essa Ultra seja um sinal. Segundo a news do Springwise, essa marca tem como base a sustentabilidade e foi criada por líderes nesse assunto (LOHAS, Greenovate e The Wellness Works). O estilo é meio minimalista e muito funcional. Jaquetas se dividem em 3 pedaços, virando coletes e bolero e, tudo é feito ou de algodão orgânico ou tecidos sintéticos reciclados. A cartela de cores resume-se a preto e branco e ao final do ano, as 10 peças podem ser devolvidas e novas peças readquiridas com desconto na compra.
Perguntas:
1-      O que são feitas das peças devolvidas?
2-      Numa matemática rápida: ao comprar o “combo” de 10 peças isso significa que adquiri em média 1 peça por mês. O quanto isso representa na diminuição da compra de produtos?
3-      As roupas duram bem mais do que um ano (especialmente se tiverem um alto grau de qualidade). Por que trocar?
4-      Será o sistema da moda tão imbatível e incontornável?
5-  Como as pessoas estão reagindo a essa proposta?
6- O que isso significa para o futuro do varejo?
 
Alguem pode me ajudar a responder algumas dessas questões?

terça-feira, 24 de maio de 2011

Poderosas Consumidoras

Já ia me esquecendo!
Na palestra do Sophia Mind foram sorteados 5 livros 'Poderosas Consumidoras'!!!

Os sortudos levaram para casa a publicação lançada no final do ano passado que é o resultado da maior pesquisa realizada sobre a mulher contemporânea no país – foram estudadas mais de 14 mil mulheres, usuárias de internet, de todas as regiões – o livro faz um retrato do que quer e de como pensa a nova mulher brasileira, revelando seus hábitos, prioridades e comportamentos com relação a consumo, finanças, matrimônio, filhos, carreira e internet.
“Poderosas Consumidoras” tem textos e organização de Andiara Petterle e Bruno Maletta. Dividido em 13 capítulos, o livro faz uma reflexão sobre as mudanças femininas e o impacto gerado por elas em diversos segmentos de consumo. O mercado está preparado para atendê-las devidamente? Elas estão satisfeitas? Responsáveis pela decisão de compra de nada menos que 66% de tudo o que é consumido pela família, as brasileiras movimentam hoje R$ 1,3 trilhão em bens e consumo, formando o maior mercado consumidor do país.

Personalidade revelada com a casa em chamas!


Adorei conhecer esse site, que me lembrou bastante a dinâmica feita no primeiro dia de aula do Trends.
A pergunta clássica"Se a sua casa estivesse pegando fogo, o que você tentaria salvar?" é o mote para que pessoas das mais variadas regiões e profissões demonstrem quais são as suas maiores prioridades (pelo menos o que elas imaginam que sejam).

 Batizado de The Burning House, o site tem feito sucesso e é muito interessante observar o conjunto de coisas montado pelos participantes desse incêndio imaginário. Além das imagens há uma breve informação sobre a pessoa e uma listinha dos objetos retratados. Segundo o blog, “é um conflito sobre o que é prático, valioso e sentimental. As coisas que você salva reflete seus interesses, seu background e suas prioridades”.

Gaste um tempinho vendo as imagens. Note a maneira como estão arrumadas – denuncia de cara alguns traços da personalidade da pessoa em questão- e perceba quais são as prioridades de cada um. Claro que se a situação fosse real, acredito que não haveria uma seleção tão, digamos, bem resolvida como a das fotos, mas, mesmo assim, as imagens são como um retrato falado das personalidades através de objetos.

Aula estudo de casos, vídeos e um pouco sobre o Sophia Mind

Na semana retrasada aconteceu a aula de estudo de casos na última edição do curso Design Trends Forecasts, da Puc-RJ.
--> Sim, eu estou atrasada na cronologia dos posts sobre a aula, desculpem! Mas, prometo até a próxima semana regularizar isso e colocar os vídeos da aula aberta com o Trendroom + FCL. As fitas estão sendo digitalizadas e ainda falta editar!
Na aula do dia 14 de maio, apresentei duas empresas para a turma. A Brain Reserve, da Faith Popcorn que considero uma linha mais "old school" de pesquisa, mas não menos importante, e o WGSN, empresa inglesa para qual eu colaboro desde 2002 e que tem como foco principal a indústria têxtil e da moda. Vale pontuar que eles lançaram o Home Build Life, que intende ser a versão do WGSN para a indústria moveleira e de design como um todo.
Fiquei devendo para os alunos de mostrar o vídeo da Faith Popcorn explicando como é seu trabalho de pesquisa. Segue!
É um vídeo de 17 minutos no qual a Sra Popcorn discursa para a audiência do Idea City, uma espécie de Ted canadense. Ela fala um pouco da sua empresa, da sua metodologia e pontua tendências que ela considera ser as mais relevantes para o futuro ou, como ela diz, para o melhor futuro.



Aproveito para mostrar os novos vídeo de trends do WGSN. Neste eles apresentam as tendências: Cinematic, JPEG generation e Primal Futurism.






No final da aula ainda tivemos a palestra da Sophia Mind, braço de pesquisa do portal Bolsa de Mulher que é capaz de fazer pesquisa quantitativas com sua rede de cadastradas que conta com cerca de 10 milhões de mulheres (!!). Assista:

terça-feira, 17 de maio de 2011

Aula aberta com Trendroom e Future Concept Lab


Ótimas notícias!
O curso Design/Trends Forecast, do Departamento de Artes & Design da PUC-Rio, promove no próximo sábado, dia 21 de maio, uma aula aberta com profissionais que atuam na área de pesquisa de tendências de consumo e novos mercados. Os escritórios irão apresentar suas metodologias de trabalho e atividades recentes.

O Future Concept Lab é um instituto de pesquisa internacional especializado em questões de marketing e consumo, com atividades de pesquisa na Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia e correspondentes em 25 países. Tem como objetivo desenvolver e compartilhar novos conceitos a respeito de produtos, comunicação e distribuição, visão do futuro e implementação de projetos integrados de pesquisa com base em metodologias específicas. Autores do livro Consumo Autoral.

O Trendroom é uma empresa nacional que elabora e executa pesquisas de tendências em consumo, realiza apresentações de conteúdos, auxiliando as empresas a se manterem conectadas aos valores do seu tempo, e inspirando a criação de novos produtos, serviços e experiências.

 Data: 21 de maio - sábado
Local: Auditório do RDC
Inscrições: enviar e-mails com nome completo e matrícula para nucleocenariosfuturos@gmail.com
ATENÇÃO: As inscrições são válidas APENAS para alunos da PUC-Rio e ex-alunos do curso de extensão da PUC-Rio, Design Trends Forecasts.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Geladeira reveladora

“Diga-me com quem andas que te direi quem és”, essa frase até que tem a sua lógica, mas nesse mundo onde o individualismo ocupa uma enorme porção de nossos hábitos de consumo (aliás, especialmente se tratando de consumo) talvez, a melhor adaptação para esse dito seja “Diga-me o que tem na sua geladeira, no seu quarto e o que existe no telhado da sua casa que te direi quem és”. Pelo menos é assim que profetiza Stephanie de Rouge, uma artista que resolveu criar sua arte em cima de uma etnografia visual das geladeiras, quartos e telhados diversos tipos de indivíduos, moradores de Nova Iorque.
O resultado é um documentário muito interessante e revelador do que compõe o nosso consumo e como este afeta diretamente a nossa estrutura corpórea e revela quase que automaticamente aquilo que somos.
 
“Eu coloquei minhas botas de jornalista e meus óculos de socióloga e saí com três perguntas em mente: O que as geladeiras podem dizer sobre as escolhas alimentares dessas pessoas? Podemos entender uma cultura, olhando apenas para uma prateleira de geladeira? Será que o ritmo das cidades induzem a comportamentos alimentares novos? ”, disse a artista.
Aliás, se eu fosse a Stephanie eu criava um jogo de cartas onde é necessário ligar as pessoas às suas geladeiras. Seria um exercício de observação e tanto! Acho que vou tentar com os alunos do Trends. Será que eles topam?

Anote na agenda!