quarta-feira, 4 de maio de 2011

Paris no Futuro

Um dos exercícios mais interessantes que fazemos no curso deTrend Forecasts da PUC é o de visualização da evolução das tendências encontradas para os próximos 10, 15, 20 anos. A Cidda é quem conduz essa aula que está entre as últimas no cronograma. Esse exercício de pensar no futuro é ao mesmo tempo delicioso e estafante. Já tivemos alunos que, praticamente, anunciaram um mundo muito esquisito onde o excesso de mutilações corporais seria o MUST para a estética corporal, teve um grupo que prenunciou o fim da categoria de idade, outro que mostrou como a tecnologia iria se infiltrar cada vez mais na biologia humana.
Paris hoje e em 2100
Nesse clima de pensar o futuro também está a exposição Paris +2ºC, criada pelo coletivo de arquitetos Coletif Et Alors que foi apresentada durante a semana de Desenvolvimento Sustentável que aconteceu na capital francesa no fim do ano passado. Na visão dos arquitetos Yannick Gourvil e Cécile Leroux a Paris de 2100 será, além de 2 graus mais quente, uma agradável fazenda urbana. Eles criaram 20 imagens em forma de cartão postal para mostrar como eles exergam o futuro e se aproveitam da previsão de mudanças climáticas para tornar a cidade mais eficiente, mais verde e bonita.
Visão da Torre Eifel em 2010 e em 2100
Imaginem hortas públicas, piscinas coletivas criadas a partir de um rio Sena limpíssimo, muita grama e nada, nadinha de carros. Na Paris do futuro o pedestre é quem manda nas ruas e ele vai de um ponto ao outro de bicicleta, de metrô, de ônibus, de barco ou andando. Além da gama de verdes nas imagens (que toma conta de prédios, muretas e calçadas), nota-se a importância da água. Presente em todos os lados como via de transporte e área de lazer.
Vejam as imagens de "ante e depois" que montamos, clique para ampliar. Para ver todas as propostas entre no site.




quarta-feira, 23 de março de 2011

Seminário de Consumo

Nos dias 28 e 29 de março acontece em São Paulo o "Seminário de Consumo: Práticas e Narrativas". O evento é uma iniciativa da Anhembi Morumbi, com coordenação da Kathia Castilho (super querida!), e uma das mesas de debate será exatamente sobre tendências, estarei lá!!!!!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Futuro da Moda no Trendroom


A empresa brazuca de pesquisas de tendências Trendroom, comandada pela gaúcha Luciana Stein acaba de publicar uma série de matérias falando sobre a estaganação da moda (roupas) que hoje, segundo Stein "deixou de ser um indicador de novas tendências de comportamento e inovação."
Stein entrevistou o NCF, além de estilistas, pensadores e  professores para falar desse assunto. Olhem lá como ficaram bacanas os posts no blog do site!
www.trendroom.com.br

terça-feira, 13 de julho de 2010

Design redesenhado


Acabo de ler um relatório muito interessante escrito pelo designer David Carlson (dono do DesignBoost!) sobre o status do design hoje e a necessidade de parar de "melhorar do design" e sim fazê-lo ter mais significado na vida das pessoas.
Carlson rotula o design como um dos maiores poluidores do mundo e, um dos culpados pelo excesso de "coisas" na vida das pessoas. Ele esbarra na questão do mundo efêmero e pontua a necessidade do design em valorizar o tempo, a simplicidade, a durabilidade e a funcionalidade para o bem estar.
Ele faz perguntas e afirmações bem interessantes sobre o status do design como a pandemia de soluções customizadas enquanto o que precisamos são soluções para um plural. Questiona a multiplicidade de variações sobre o mesmo tema (exploração de novos materiais, novas formas que na verdade não são tão novidade assim), e de maneira irônica fala que o design está num estágio de hiperatividade e que é necessário diminuir o ritmo e pensar no que realmente o produto a ser criado irá contribuir.
As soluções estão no olhar criativo para a cultura, para as raízes, na vontade de despertar e contribuir com nosso cotidiano para facilitar as relações e (de maneira filosófica) faciliacar o fluxo de vida e não nos entreter por apenas alguns segundos.
Vale a pena ler até o final: http://www.davidreport.com/the-report/time-to-rethink-design/

terça-feira, 29 de junho de 2010

Finalmente, o lixo!

Sim, finalmente! Essa semana coletamos alguns exemplos de sinais de tendências que mostram como empresas estão (finalmente!) lidando com o lixo. Fizemos uma lista, saca só:

Órbita Conceitual:
- Programa Urbanos: Reportagem sobre o Homem Refluxo, um jovem que resolveu criar uma roupa-parangolé onde ele armazena todo o lixo utilizado por ele durante uma semana. Olhe aí o vídeo e diga se essa ideia não foi genial?




- O espaço de arte contemporânea HangarBicocca, em Milão, apresenta a obra Personnes, de Christian Boltanski.  Ele reuniu 30 toneladas de roupas velhas gerando uma enorme montanha dentro da galeria que, para Boltanski, representa todas as pessoas que um dia as usaram, ou seja: uma pilha de 500 mil pessoas. Bom, eu vejo, na verdade, uma grande pilha de lixo representando o tipo de sociedade que vivemos. E você?


- O artista Artist Bruce Munro criou um "mar de CDs" no campo Long Knoll (Inglaterra) usando 600 mil CDs.  Bonito de ver.


Órbita da indústria:
- A Eletrolux acaba de anunciar que pretende usar o plástico descartado nos oceanos para criar os seus aspiradores de pó. Esses produtos serão compostos por 70% de plástico reciclado e farão parte do projeto "Vac From the Sea".
- Para promover seu album de estréia, batizado de This is Yours, a banda inglesa The London Fields recolheu caixas de cereal e as usou como caixas para seus CD's e como foto promocional de seu lançamento. Entretanto, a estratégia de marketing usada para a promoção do CD foi ainda mais interessante. A pessoa passava na rua, pegava a caixa, escutava o CD e, depois assinar um cartão que vinha junto do CD, ela tinha o compromisso de amarrá-lo em qualquer outro lugar para que outros pudessem reiniciar o processo. Ou seja, a mensagem não agrada só aos ouvidos, mas põe em prática a essência da reciclagem, que faz um bem danado para o resto do corpo e do ambiente em que vivemos.

O uso criativo do lixo ganha força. Aguardem...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Telenovelas e tendências

A Aline publicou um ótimo texto no Colóquio de Moda do ano passado- 2009 que fala sobre a relação das tendências com as telenovelas. Nesse texto vocês verão como as telenovelas fortalecem conceitos de moda e como os figurinistas utilizam os elementos de uma tendência para impulsionar modismos através das mídias de massa mais expressiva do país. No final, todos acabam associando esse movimento consolidado e devastador com uma tendência.

Segue um trecho da Introdução:

Uma das mais significativas expressões da cultura de massa brasileira é, sem dúvida, a telenovela. Nestas as personagens retratam em cena não só os dramas, mas também ações cotidianas, porém um cotidiano que se mantém distante o suficiente do real para ser capaz de gerar desejos e fantasias nos telespectadores. 
Com o tempo, a telenovela  torna-se uma atividade complexa que demanda uma série de profissionais (maquiador, figurinista, cenógrafo, preparador de atores etc.) que fazem uso de signos, em geral já legitimizados, para compor os ambientes e as personagens. O objetivo com isso é facilitar a compreensão pelo telespectador sobre a trama e, também, definir o papel desempenhado pelas personagens (Ex.: quem é a mocinha e quem é a vilã). É preciso, portanto, tangibilizar o que seriam as características de uma personagem, como: sua posição social, índole, moral, personalidade, profissão, as relações que mantêm dentro da trama, entre outras questões que sejam relevantes. 

Facilitar esta compreensão pelo telespectador é um meio de criar narrativas de interesse, que despertem emoções em quem recebe a mensagem (telespectador) e, permitir uma possível  formação de vínculos entre ambos, garantindo a manutenção da audiência. Aqui a novela deixa der ser apenas um produto de  entretenimento e assume seu papel de produtor de “emoções”. E, é envolto nestas emoções que as imagens da telenovela exibem objetos diversos do mundo real.

As roupas usadas em cena, não são apenas roupas, são parte das “emoções” vividas pela personagem.
Um modo recorrente de produzir vínculos é fazendo uso de um figurino que seja complementado pelo visagismo (maquiagem e beleza). O figurino visto por este viés tem como principal função comunicar e envolver, muito além de um mero tradutor de uma moda vigente e estabelecida no “mundo real” e,  por isso, são inúmeros os casos nos quais o figurino de uma produção foi capaz de criar uma demanda de mercado, tão efêmera quanto significativa.


Para baixar o pdf do arquivo clique aqui.